AUTODEFINIÇÃO E PÓS-MODERNIDADE por Demetrio Xavier

Talvez um artista seja só um sujeito com algumas angústias do repertório comum exacerbadas. Conceituar-se ou não; ser conceituado ou não e até que ponto, se não for uma das mais importantes, certamente é uma das mais esgrimidas nas entrevistas.

Pois... estive pensando.

Trago em mim um conceito estético e um discurso artístico. Minha referência ao rural é um fundamento. Sendo um artista urbano, que se expõe e expressa no meio e no ambiente urbanos, a definição desse rural é arquetípica, buscadora de uma identificação universal.

Não sou o único, claro. Estamos por aí, na cidade, visíveis, às vezes inquietantes e provocadores, pelo deslocamento; às vezes apenas evocando imagens simpáticas, familiares, de uma ruralidade básica e próxima do bucolismo...

Espera aí:

Sou uma vaca do cowparade!!!! É tão claro e eu não via!!!

Se estou certo, abrem-se portas para os circuitos mundiais, os espaços públicos, os meios e os patrocínios.

Enquanto isso, gaúcho, começo a apartar lenha vermelha seca e preparar alguns espetos de camboim para lançar minha versão de manifesto antropofágico!!!!

Paremos rodeio, vacagem!!!!

Artigo do músico Demétrio Xavier, violonista e cantor porto-alegrense, especializado na pesquisa e interpretação da música crioula uruguaia e argentina, há 25 anos. Compositor eventual, venceu ao lado de Marco Aurélio Vasconcelos, a Califórnia da Canção Nativa de 2009, com a composição "A Sanga do Pedro Lira". Publicado originalmente na seção Fórum do CTG Inhanduí, de Porto Alegre.

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